A morte da atriz Catherine O’Hara, famosa por seu papel na franquia de comédia “Esqueceram de Mim”, trouxe à tona a importância de discutir o câncer colorretal — uma doença que frequentemente evolui sem sintomas perceptíveis. De acordo com informações do TMZ, a artista faleceu devido a uma embolia pulmonar, causada por complicações relacionadas a um câncer no reto, diagnosticado tardiamente.
O caso de O’Hara reitera a necessidade de atenção aos sinais silenciosos dessa enfermidade, que é uma das mais prevalentes globalmente. Dados do Hospital da Luz revelam que tumores que surgem no cólon ou no reto são classificados como câncer colorretal, uma condição que pode ser evitada ou detectada precocemente através de exames específicos.
O câncer colorretal tem origem nas células que revestem a parte interna do intestino, também conhecida como mucosa. Essas células, ao se multiplicarem de maneira descontrolada, inicialmente formam um pólipo benigno. Com o tempo, esse crescimento pode se transformar em um tumor maligno, impulsionado por alterações genéticas que podem ser hereditárias ou ocorrer espontaneamente.
Os sintomas mais comuns associados à doença incluem alterações nos hábitos intestinais, como constipação ou diarreia, que podem alternar-se; dores constantes ou cólicas abdominais, às vezes acompanhadas de inchaço, náuseas ou vômitos; sangramento pelo ânus, que pode apresentar coloração vermelha viva, marrom escura ou preto, e dar às fezes um aspecto semelhante a borra de café; eliminação de muco anal; perda de peso sem motivo aparente; fadiga persistente; além de náuseas ou vômitos.
O fator de risco mais significativo é a idade, sendo que mais de 90% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 40 anos, especialmente entre os 50 e 70 anos. Outros fatores que elevam as chances de desenvolver a doença incluem histórico familiar de câncer de mama, útero ou ovário, doenças inflamatórias intestinais, como colite ulcerativa ou doença de Crohn, além do tabagismo.
De acordo com o Instituto Português de Oncologia de Lisboa, as opções de tratamento variam conforme a localização e o estágio do tumor. As intervenções podem envolver cirurgias, quimioterapia, radioterapia e procedimentos endoscópicos. Muitas vezes, o tratamento inicia com uma operação cirúrgica ou com uma combinação de quimiorradioterapia. Quando o tumor é removido completamente ou responde bem ao tratamento, há possibilidades de cura, reforçando a importância do diagnóstico precoce para melhores prognósticos.