Em uma inédita decisão nas últimas quatro décadas, a república portuguesa realizou seu primeiro segundo turno eleitoral desde 1983, consolidando uma divisão política significativa.
O favorito, António José Seguro, de 63 anos, conquistou a presidência ao vencer a votação realizada neste domingo (8), enfrentando o adversário de orientação conservadora,
André Ventura. A cerimônia de posse está marcada para o dia 9 de março, marcando uma transição importante no panorama político nacional.
Durante sua campanha, Seguro destacou-se ao se posicionar como a alternativa mais confiável para liderar o país, reforçando sua imagem de estabilidade. A votação ocorreu em um momento de crise, com condições climáticas adversas que ocasionaram o adiamento de eleições em três câmaras municipais localizadas no sul e centro de Portugal, por uma semana.
Essa decisão afetou aproximadamente 37 mil eleitores, o que representa cerca de 0,3% do total do eleitorado português. Apesar de a presidência em Portugal exercer funções principalmente cerimoniais, o cargo acumula grande influência política, sobretudo em períodos de instabilidade.
O chefe de Estado tem a prerrogativa de dissolver o Parlamento, retirar o mandato do governo, convocar eleições antecipadas e vetar projetos de lei, desempenhando papel crucial em momentos de crise política.