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Acidente
09/02/2026 11:00:00

Dados revelam que quase metade dos cânceres globais podem ser prevenidos

Especialistas destacam os perigos de alimentos ultraprocessados, cigarro eletrônico e a importância da tecnologia na detecção precoce

Dados revelam que quase metade dos cânceres globais podem ser prevenidos

De acordo com análises recentes, aproximadamente 40% dos casos de câncer ao redor do planeta poderiam ser evitados, o que representa cerca de 19 milhões de novas ocorrências anuais, conforme dados de especialistas internacionais.

Uma pesquisa conduzida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que mais de 7 milhões de diagnósticos feitos no último ano estão ligados a fatores que podem ser modificados — ou seja, evitados por mudanças no estilo de vida.

Na Alemanha, onde aproximadamente metade da população possui potencial de desenvolver câncer ao longo da vida, as ações de prevenção têm sido intensificadas. O país investe em campanhas para combater o tabagismo, promover a prática de atividades físicas, estimular uma alimentação equilibrada, além de melhorar o rastreamento precoce e facilitar o acesso a exames avançados e tratamentos inovadores.

Essa estratégia tem servido de exemplo para outros países europeus. Especialistas apontam que muitas dessas doenças estão relacionadas a fatores de risco que podem ser modificados, como consumo de álcool, poluição do ar e a ingestão excessiva de alimentos ultraprocessados. Mas afinal, o que caracteriza alimentos ultraprocessados?

São produtos industriais prontos para consumo, como refrigerantes, biscoitos recheados e fast-food, que possuem elevado teor de açúcar, sal e aditivos químicos.

O consumo desses alimentos começa cada vez mais cedo na vida, e médicos observam um aumento preocupante nos casos de câncer em indivíduos mais jovens, especialmente antes dos 50 anos, relacionados a hábitos de vida pouco saudáveis desde a infância.

Outro tema que tem ganhado destaque nas discussões de saúde pública é o uso de cigarros eletrônicos. Frequentemente apresentados como alternativas ao tabaco tradicional, esses dispositivos não são inofensivos.

Segundo especialistas e órgãos de saúde, o uso de cigarro eletrônico pode provocar danos respiratórios e cardiovasculares, além de aumentar o risco de câncer devido à inalação contínua de substâncias tóxicas. Pela primeira vez, um estudo também identificou agentes infecciosos, como hepatite B e o vírus do papiloma humano (HPV), como fatores cancerígenos.

Apesar da existência de vacinas eficazes contra esses vírus, a adesão à imunização permanece desigual globalmente. Os especialistas reforçam que, além das ações preventivas, avanços nos exames e nos tratamentos têm revolucionado o combate à doença. Testes diagnósticos mais precisos permitem identificar o câncer precocemente, enquanto terapias direcionadas e imunoterapia aumentam as chances de cura.

Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) tem se mostrado uma ferramenta poderosa na medicina, auxiliando profissionais na detecção de tumores com maior precisão e na elaboração de tratamentos customizados. No entanto, a tecnologia não substitui os médicos; ela potencializa a eficácia das intervenções e possibilita abordagens mais específicas para cada paciente.

Com a projeção de um aumento considerável nos casos de câncer nas próximas décadas, os especialistas ressaltam que, embora a prevenção seja fundamental, o diagnóstico precoce aliado a tratamentos avançados são essenciais para diminuir o impacto da enfermidade globalmente.