O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), revelou sua intenção de deixar o cargo no MEC em abril, como parte de uma manobra política para apoiar a candidatura de reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
Durante entrevista à CNN nesta terça-feira (3), Santana destacou que irá atuar em outras frentes políticas e que não pretende disputar o governo estadual, reforçando sua decisão de não se lançar como candidato.
"Não tenho planos de concorrer ao governo, essa é minha decisão. Meu foco será garantir a continuidade do projeto no Ceará e assegurar a reeleição de Elmano", afirmou o ministro.
O iG procurou o Ministério da Educação para confirmar a saída de Santana, mas a assessoria do órgão preferiu não comentar, limitando-se a citar a entrevista do ministro.
Além de Camilo Santana, outros ministros que planejam deixar seus cargos em função das próximas eleições incluem Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil).
Quanto ao ministro Fernando Haddad, responsável pela Fazenda, sua participação permanece incerta. Em diversas declarações públicas, Haddad demonstra o desejo de não ser candidato em 2026, alegando inclusive que já informou Lula sobre sua decisão.