04/02/2026 19:00:51

Acidente
04/02/2026 14:00:00

Cidade de Nova York enfrenta dificuldades com gelo persistente após forte nevasca

Esforços de remoção do gelo incluem uso de máquinas especiais e adaptação dos moradores ao clima extremo

Cidade de Nova York enfrenta dificuldades com gelo persistente após forte nevasca

Após quase duas semanas do episódio de neve que atingiu a metrópole, as vias da cidade de Nova York continuam cobertas por uma camada de gelo. A neve, que antes exibia uma aparência macia e branca, gerou cenas impressionantes dias atrás, agora se acumula em montanhas de gelo sujo e inconveniente. Normalmente, após tempestades de neve intensas, a administração local mobiliza uma equipe extensa para limpar as ruas e calçadas logo após o evento.

Contudo, o frio intenso impediu que o gelo fosse derretido naturalmente, resultando na formação de blocos escurecidos, carregados de resíduos, que hoje dominam a paisagem urbana. Desde os dias 24 e 25 de janeiro, temperaturas abaixo de zero se mantêm constantes na cidade, com máximas que não ultrapassaram 1°C. Segundo o prefeito Zohran Mamdani, na última terça-feira (3), as equipes do Departamento de Saneamento de Nova York (DSNY) já removeram mais de 52 mil faixas de pedestres, além de 11 mil hidrantes e 17 mil pontos de ônibus, realizando operações contínuas ao redor do relógio.

Mais de 68 milhões de quilos de neve já foram derretidos até o momento. A onda de frio também causou fatalidades, com Mamdani informando que duas pessoas foram encontradas sem vida após ficarem expostas às temperaturas negativas no início da semana, elevando o total de vítimas relacionadas à massa de frio para 16.

A intensidade da neve chegou a 30 centímetros em alguns locais, sendo que no Central Park o índice atingiu 29 centímetros — superando o recorde de 25 centímetros estabelecido em 1905, conforme dados do Serviço Nacional de Meteorologia. Para acelerar o processo de eliminação do gelo, a prefeitura recorreu ao uso de uma máquina especial que não era empregada desde 2021. Conhecida como "banheira de hidromassagem", a Trecan Combustion 60-PD Snowmelter funciona como um forno gigante para derreter neve, amplamente utilizada em aeroportos.

O equipamento despeja a neve em um tanque com água quente, transformando-a rapidamente em líquido que é descarregado em bueiros abertos. Essa estratégia se mostra mais eficiente do que transportar a neve para fora da cidade, enquanto a população local busca adaptar-se às condições adversas. Moradores passaram a usar botas de neve e calçados impermeáveis como nova norma de vestuário. Aqueles que ousam usar sapatos com solado liso enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio, evitando escorregões e possíveis quedas.

Em áreas onde o gelo permanece ou foi parcialmente removido, os pedestres caminham em fila indiana para evitar acidentes. Os pontos de ônibus estão completamente cobertos pelo gelo, obrigando alguns passageiros a aguardarem na rua, às vezes em condições precárias. Quem possui veículos enfrenta dificuldades para sair de casa, tendo que fazer um esforço considerável para remover o gelo, que endureceu como pedra.

Muitos, por sua vez, optaram pelo transporte público, já que diversos carros permanecem presos pelo gelo em várias regiões. A sensação geral entre os moradores, ao conversarem nos transportes coletivos, mercados e bares, é que o inverno de 2026 figura entre os mais rigorosos dos últimos anos, mesmo sem ter registrado recordes oficiais de frio.

A resistência do gelo nesta temporada é um sinal de que as temperaturas, de fato, têm sido particularmente desconfortáveis neste período do ano, deixando a população em constante adaptação ao clima extremo.