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Acidente
03/02/2026 16:00:00

Alerta máximo de ondas de calor afeta mais de 6,5 milhões de habitantes no Brasil

Regiões do Sul e do Centro-Oeste enfrentam temperaturas extremas, enquanto áreas do Norte e Sudeste esperam chuvas acima da média

Alerta máximo de ondas de calor afeta mais de 6,5 milhões de habitantes no Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) declarou uma condição de risco extremo, conhecida como alerta vermelho, devido a uma intensa onda de calor que deve impactar 511 municípios distribuídos pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná a partir de terça-feira (3/2).

As regiões mais afetadas estarão no oeste e norte de Santa Catarina; no sudoeste, noroeste, nordeste e centro do Rio Grande do Sul; e no sudoeste, centro e sudeste do Paraná. Importante notar que as capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, bem como as áreas litorâneas desses estados, permanecerão fora do perímetro de risco.

Segundo dados do IBGE, a soma da população dessas localidades ultrapassa a marca de 6,5 milhões de residentes.

O nível de alerta vermelho, o mais grave na escala do INMET, sinaliza uma situação de alto perigo. Em caso de emergências, o órgão recomenda contato imediato com a Defesa Civil pelo telefone 199.

De acordo com critérios estabelecidos pela Organização Meteorológica Mundial e utilizados pelo INMET, ondas de calor ocorrem quando as temperaturas máximas permanecem pelo menos 5°C acima da média histórica durante cinco dias ou mais consecutivos.

Esse alerta permanece vigente até sexta-feira (6/2) para os municípios sob risco, enquanto o INMET prevê que, ao longo de fevereiro, a maior parte do país registre temperaturas superiores à média habitual.

Nas regiões Norte e Sudeste, há uma expectativa de chuvas acima da média para o período, enquanto o Sul e o Centro-Oeste verão com precipitações abaixo dos valores históricos.

O órgão também alerta para cuidados com a saúde durante esse episódio extremo de calor. A exposição prolongada ao clima quente aumenta o risco de desidratação, exaustão térmica e agravamento de condições cardíacas e pulmonares.

Sintomas como fadiga, tontura, fraqueza e sensação de mal-estar podem indicar que o corpo está tendo dificuldades para se adaptar às altas temperaturas, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

Quando exposto ao calor intenso, o organismo responde inicialmente através da sudorese e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos, processos que ajudam a liberar calor para o ambiente. No entanto, em condições de calor extremo aliado à umidade, esses mecanismos podem se tornar ineficazes, levando a riscos de superaquecimento, insolação e possíveis danos internos.

As orientações das autoridades incluem manter uma hidratação constante, evitar permanência sob o sol nas horas mais quentes e buscar ambientes ventilados sempre que possível. Em caso de sintomas mais graves, recomenda-se procurar assistência médica ou acionar a Defesa Civil.

Na capital paulista, a Defesa Civil Estadual emitiu um alerta de risco de chuvas intensas com raios, ventos fortes e possibilidade de queda de granizo em diversas regiões.

A previsão indica que as maiores precipitações acontecerão nesta terça-feira (3/2), especialmente na zona oeste, próxima à fronteira com o Paraná.

Conforme modelos meteorológicos, áreas como o Vale do Ribeira, Itapeva, Sorocaba e Bauru deverão receber volumes elevados de chuva. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) de São Paulo manterá uma equipe de plantão 24 horas ao longo da semana, enquanto o Gabinete de Crise operará remotamente, mobilizando todas as concessionárias locais. Caso a situação piore, o funcionamento passará a ser presencial, com operações em ritmo total.