O Ministério Público de Alagoas (MPAL) abriu um procedimento investigativo preliminar para apurar uma denúncia de maus-tratos físicos envolvendo uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 3, que não utiliza linguagem verbal, na cidade de Arapiraca.
A denúncia veio à tona após a disseminação de um vídeo que supostamente registra agressões praticadas pela cuidadora do menor. A ação investigativa foi iniciada nesta sexta-feira (30), conduzida pela Promotoria da Infância e Juventude, sob a liderança da promotora Viviane Farias.
Ela também enviou ofícios ao Conselho Tutelar local e entrou em contato com a Polícia Civil, a fim de adotar as medidas necessárias e instaurar um inquérito para determinar as responsabilidades. “É fundamental que uma investigação rigorosa seja conduzida para que os responsáveis sejam identificados.
É inaceitável que uma criança com dificuldades no neurodesenvolvimento e limitações continue sofrendo atos de violência. O Ministério Público já tomou as primeiras providências, mas continuará acompanhando o desenvolvimento das apurações. Aproveito para alertar a sociedade: em casos de crimes ou violações de direitos, não se deve confiar apenas nas redes sociais, mas procurar imediatamente as autoridades competentes e os órgãos de proteção”, destacou Viviane Farias.
A denúncia foi registrada por uma tia da vítima, que publicou um vídeo na rede social Instagram, em seu perfil particular. Nela, ela afirma que o sobrinho, que possui TEA, teria sido espancado. Segundo ela, vizinhos também teriam filmado a cuidadora obrigando o menino a ingerir material fecal. No vídeo, a tia ressalta que a criança não fala e não mantém interação, levantando preocupações sobre o seu bem-estar e segurança.