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Acidente
17/01/2026 17:00:00

Notas de R$ 100 lideram as falsificações em Alagoas, aponta Banco Central

Estudo revela que, em 2025, a maioria das cédulas adulteradas no estado eram de alto valor, com uma redução significativa no número de falsificações em comparação ao ano anterior

Notas de R$ 100 lideram as falsificações em Alagoas, aponta Banco Central

Um levantamento recente do Banco Central de Alagoas constatou que as cédulas de R$ 100 se destacaram como as mais comuns entre as notas falsificadas no estado ao longo de 2025. Das 1.019 cédulas recolhidas no período, 431 eram desse valor, representando 42,2% do total de notas apreendidas. Além dessas, o estudo aponta que 263 cédulas adulteradas tinham valor de R$ 200.

Outras denominações também foram alvo de falsificação e retirada de circulação, incluindo uma nota de R$ 5, duas de R$ 10, 208 de R$ 20 e 105 de R$ 50. Apesar do aumento no número de notas apreendidas, o relatório indica uma diminuição de 34,1% nas cédulas falsas apreendidas em relação às 1.548 unidades capturadas no ano anterior. Na análise dos estados, São Paulo destacou-se com a maior quantidade de cédulas falsificadas, totalizando 67.267 unidades.

Minas Gerais aparece em segundo lugar com 28.609 notas, seguida pelo Rio de Janeiro (14.129) e Paraíba (11.449), esta última sendo líder na região Nordeste. Na mesma região, a Bahia registrou o segundo maior número de cédulas falsificadas, com 11.068 unidades. Pernambuco vem na sequência com 5.576, enquanto Rio Grande do Norte e Ceará apresentaram 2.212 e 2.164 notas, respectivamente.

O Maranhão teve o menor índice de falsificações na área, somando 863 cédulas, seguido pelo Piauí, com 884 notas, e por Alagoas. Segundo o Banco Central, a redução nas falsificações em Alagoas pode ser atribuída a dois principais fatores: a diminuição do volume de cédulas em circulação no mercado, que totalizou 3,7 milhões de notas em 2025, e o crescimento nas transações realizadas via Pix.

A entidade reforça que falsificar moeda é um crime previsto no artigo 289 do Código Penal, com pena de três a doze anos de reclusão. Além disso, quem tenta colocar uma cédula falsa em circulação após saber de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido inocentemente, pode ser condenado a uma pena de seis meses a dois anos de detenção.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aconselha que, ao identificar uma cédula suspeita, o indivíduo procure imediatamente uma agência bancária ou a Polícia Federal. O Banco Central é responsável por recolher as notas falsificadas, que passam por perícia e são definitivamente retiradas de circulação, sem possibilidade de reembolso.

A entidade também enfatiza que não há ressarcimento para quem receber moeda falsa. Portanto, a prevenção continua sendo a principal estratégia de proteção. A Febraban recomenda que bancos e estabelecimentos mantenham uma nota verdadeira de referência para comparação e reforcem a atenção na identificação de cédulas suspeitas.