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Ilustração

9218-30/11/2009


com cadaminuto // teresa cristina

Os neurocirgiões, prestadores de serviço da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), anunciaram que irão paralisar as atividades no Hospital Geral do Estado e na Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca.

Os 20 médicos dizem que a medida foi tomada como maneira de pressionar o Governo pela contratação do grupo. De acordo com O médico Wallam Rocha, o contrato com os neurocirurgiões é "informal".

Desde dezembro de 2007 os 20 neuros pediram demissão coletiva e fundaram a Cooperativa dos Neurocirurgiões de Alagoas que trabalha atualmente sob o regime de contratualização precária. Houve várias reuniões entre os médicos e a Sesau no Ministério Público do Trabalho e as duas partes foram avisadas que a situação era ilegal.

Os profissionais ganham quatro vezes mais que os colegas e de acordo com a Sesau rebem rigorosamente em dia, outro aspecto levantado junto ao MP pelos médicos sobre as condições de trabalho foi rechaçada pelo governo que adquiriu R$ 6 milhões em equipamento.

O Cadaminuto apurou que a decisão dos médicos irritou profundamente integrantes do Palácio Zumbi dos Palmares e um assessor do governador ouvido pela reportagem foi enfático.

"Entrei em contato com o Hebert(Secretário de Saúde) e ele disse que foi avisado pela imprensa, estes caras são chantagistas, eles querem uma situação que não existe, eles se juntaram e agora a saúde pública está nas mãos deles, cadê que o MP não toma nenhuma medida contra eles também, bater no Estado é fácil" disse ele.

Integrantes da Sesau disseram que os neurocirurgiões agem de forma organizada e que a situação ocorre também em diversos lugares como Paraíba e Pernambuco e que por mais que o Estado ofereça estrutura o que eles querem é um contrato que na administração pública é impossível de fazer, pois tem que haver licitação, etc

Por meio da assessoria de imprensa da Sesau, Vanillo Soares, superintendente de atenção à Saúde, informou que a Secretaria ainda não foi comunicada oficialmente sobre a decisão dos médicos e que somente se posicionará quando os médicos oficializarem a medida.

"A Secretaria aposta no diálogo para que os pacientes não sejam penalizados. Eles não podem parar sem comunicar, pois isso se configuraria como abandono de emprego", informou a assessoria.


 
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