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Mundo
27/01/2022 18:00:00

Biden ameaça impor sanções diretas contra Putin


Biden ameaça impor sanções diretas contra Putin

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta terça-feira (25/01) que consideraria impor sanções pessoais ao presidente Vladimir Putin se a Rússia invadir a Ucrânia.

A ameaça veio num momento em que a Otan reforça sua presença militar no Leste Europeu com mais navios e aviões de combate em resposta aos estimados 100 mil soldados russos estacionados perto da fronteira com a Ucrânia.

Moscou nega ter a intenção de invadir o país vizinho e afirma que a crise atual está sendo provocada por ações da Otan e dos EUA. O governo russo exige garantias de segurança do Ocidente, incluindo a promessa de que a Otan nunca permita a adesão da Ucrânia. Moscou vê a ex-república soviética como uma espécie de amortecedor entre a Rússia e países da Otan.

Após várias rodadas de conversas entre Washington e Moscou terminarem sem grandes avanços, Biden, que há tempos vem alertando a Rússia para consequências econômicas, elevou o tom nesta terça ao dizer que Putin poderia ser diretamente atingido.

Biden afirmou a repórteres que, se a Rússia invadir a Ucrânia com seus estimados 100 mil soldados estacionados perto da fronteira, esta seria "a maior invasão desde a Segunda Guerra Mundial" e "mudaria o mundo".

Ao ser então questionado se consideraria a possibilidade de impor sanções diretamente contra Putin se a Rússia invadisse a Ucrânia, Biden respondeu que sim.

"Consequências massivas"

Sanções diretas dos EUA contra líderes estrangeiros são raras, mas já ocorreram. Entre os alvos estiveram Nicolás Maduro, da Venezuela, Bashar al-Assad, da Síria, e Muammar Kadafi, da Líbia.

Um membro do alto escalão do governo Biden, citado pela agência de notícias AFP em condição de anonimato, afirmou que a Rússia sofreria "consequências massivas", com sanções bem mais duras que as impostas depois que a Rússia anexou a península da Crimeia, em 2014. As medidas incluiriam restrições à exportações de alta tecnologia dos EUA nos setores de inteligência artificial, computação quântica e aeroespacial.

Nesta terça, um avião americano transportando equipamento militar e munições pousou na capital ucraniana, Kiev. Trata-se da terceira entrega no âmbito de um pacote de 200 milhões de dólares para fortalecer a capacidade de defesa da Ucrânia.

O Pentágono colocou cerca de 8.500 soldados de prontidão para serem enviados ao flanco oriental da Otan. Biden afirmou nesta terça que isso poderia acontecer no curto prazo, mas descartou o envio unilateral de forças americanas para a Ucrânia, que não é membro da Otan.

Até o momento, a Otan tem cerca de 4 mil soldados em batalhões multinacionais na Estônia, Lituânia, Letônia e Polônia, apoiados por tanques, equipamentos de defesa aérea e unidades de inteligência e vigilância.

"É absolutamente vital que o Ocidente esteja unido"

Enquanto líderes do Ocidente apelam por unidade, emergiram diferenças entre países europeus sobre a melhor maneira de reagir a uma invasão da Ucrânia pela Rússia. Apesar das tensões, está previsto para esta quarta um encontro entre Putin e os chefes de algumas das maiores empresas da Itália, o quinto maior parceiro comercial russo.

"É absolutamente vital que o Ocidente esteja unido agora, porque nossa unidade será muito mais efetiva para deter qualquer agressão russa", afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acrescentando que o Reino Unido está discutindo com os EUA a possibilidade de banir a Rússia do sistema internacional de pagamentos Swift.

O presidente francês, Emmanuel Macron, por sua vez, afirmou que buscará esclarecimentos sobre as intenções da Rússia num telefonema com Putin na sexta-feira.

Depois de um encontro com Macron nesta terça, o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, alertou Moscou para consequências no caso de uma invasão da Ucrânia. "Esperamos por passos claros da Rússia no sentido de contribuir para uma diminuição da tensão. E todos nós concordamos que uma agressão militar teria sérias consequências", declarou Scholz.

Nesta quarta, representantes da Rússia e da Ucrânia se reunirão em Paris, no primeiro encontro com a presença dos dois países desde o início da crise atual. A Alemanha e a França também participarão das conversas.

Em Washington, membros do governo Biden afirmaram que os EUA estão travando conversas com grandes produtores de energia, incluindo países e empresas, sobre uma possível interrupção no fornecimento para a Europa se a Rússia invadir a Ucrânia.

A União Europeia (UE) depende da Rússia para obter cerca de um terço do gás natural que consome. Qualquer interrupção nas importações da Rússia exacerbaria ainda mais a atual crise energética no continente.

lf (Reuters, AFP)

dw.com/pt-br



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