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Comportamento
23/07/2019 10:00:00

Pesquisadores discutem fatores associados ao suicídio entre jovens


Pesquisadores discutem fatores associados ao suicídio entre jovens

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em média, são registradas 800 mil mortes por suicídio no mundo, sendo a principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. Em 2016, o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (MS) do Brasil apontou 3.097 mortes de adolescentes e jovens de 10 a 29 anos.

O MS caracteriza o suicídio como um fenômeno social presente ao longo da história da humanidade e que é associado a uma série de fatores psicológicos, culturais, morais, socioambientais, econômicos, entre outros. Para discutir as causas relacionadas ao problema, pesquisadores se reúnem no dia 26 de julho, no Instituto de Psicologia (IP) da USP, em São Paulo, no seminário O suicídio nos jovens: uma compreensão fenomenológica. 

O evento é coordenado pelo vice-diretor do IP, professor Andrés Aguirre Antúnez, que também participará do seminário junto com a filosófa e professora da Pontifícia Universidade Lateranense, da Itália, Angela Ales Bello, e a professora da Universidade do Sagrado Coração (USC) Jacinta Turolo Garcia.

Para participar, é preciso se inscrever por meio do formulário on-line. Haverá tradução simultânea do idioma italiano para o português. Mais informações pelo telefone: (11) 3091-0021.

O suicídio é um fenômeno complexo e multifacetado, que pode afetar pessoas de diferentes origens, classes sociais, orientações sexuais e identidades de gênero.

Segundo Antúnez, é importante fazer uma reflexão filosófica no entendimento dos casos de suicídios, uma vez que, “além da psicologia, há outros saberes que nos ajudam a entender essa complexidade.”

Ele explica que, na maioria dos casos, os jovens dão sinais de um comportamento suicida e, quando a comunidade está consciente e entende sobre o assunto, é capaz de identificar e ajudá-los. Campanhas de conscientização, como a realizado pelo Ministério da Saúde todo mês de setembro são importantes no trabalho de prevenção, segundo Antúnez: “é importante não termos medo ou temor de debater. É preciso refletir profundamente sobre o suicídio.”

A Universidade também compõe essa comunidade que precisa estar atenta. A USP possui um Escritório de Saúde Mental (ESM) para atender sua comunidade, principalmente os alunos da graduação e pós-graduação. Os estudantes fazem um primeiro contato on-line por meio da plataforma, depois marcam a reunião presencial. Nela, são orientados, acolhidos e, se necessário, encaminhados para outros tratamentos.

“É muito importante para o aluno que ele possa ter um lugar para falar sobre o que está acontecendo, desabafar, ouvir um profissional, ter compreensão”, ressalta o professor que coordena o Escritório de Saúde Mental. Ele indica outras maneiras de os estudantes procurarem ajuda na Universidade. “Além de algumas iniciativas promovidas pelo IP, o Hospital Universitário (HU) também tem consultas psiquiátricas.”

Para que o número de casos diminua, o docente diz que é preciso permanecer havendo esforço dos profissionais da área da saúde no que diz respeito à prevenção de casos. “Temos que continuar pensando em maneiras de oferecer aos nossos jovens amparo, apoio e suporte. Mudar nossa postura e doar um pouquinho mais da carga de trabalho na ajuda aos jovens.”

Evento | O suicídio nos jovens: uma compreensão fenomenológica
Data | 26 de julho (sexta-feira)  
Horário | 8h30 às 12 horas
Valor | Gratuito
Local | Auditório Carolina Bori – Instituto de Psicologia da USP, Bloco G
Av. Professor Mello de Morais, 1721, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo – SP



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