Recentemente, a University College London divulgou uma pesquisa estimando que aproximadamente 1,6 milhão de adultos residentes na Inglaterra, País de Gales e Escócia fizeram uso de canetas de administração de medicamentos para perda de peso durante o período de início de 2024 a início de 2025.
A Autoridade Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido atualizou suas recomendações neste ano, alertando profissionais de saúde e usuários sobre o potencial risco de desenvolver uma forma grave de pancreatite aguda relacionada ao uso de canetas injetáveis. A pancreatite aguda, embora seja um efeito adverso reconhecido, ocorre com baixa frequência em indivíduos que utilizam medicamentos que contêm GLP-1.
Contudo, em casos extremamente raros, a evolução da condição pode acarretar complicações severas. Tanto médicos quanto pacientes devem estar atentos aos sinais iniciais do problema, que incluem dor abdominal intensa e contínua, podendo se estender às costas, além de náuseas e vômitos.
Segundo Alison Cave, responsável pela área de Segurança da MHRA, "o risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito baixo, mas é fundamental que tanto profissionais quanto usuários estejam informados e atentos aos sintomas".
A pesquisa, publicada pela University College London, revela que os usuários dessas canetas — contendo semaglutida, comercializadas como Wegovy, Ozempic, e também a tirzepatida, conhecida como Mounjaro — fizeram uso desses medicamentos como estratégia de emagrecimento no período mencionado acima.
A atualização da MHRA visa garantir que os envolvidos estejam cientes dos possíveis efeitos adversos, reforçando a necessidade de monitoramento cuidadoso durante o tratamento com esses medicamentos.