O tribunal decidiu manter a prisão preventiva de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, sob acusação de ser o mandante do assassinato do supervisor das categorias de base do CRB.
A sentença foi proferida após uma audiência de custódia transmitida por videoconferência nesta terça-feira, dia 27, na Delegacia de Flagrantes localizada em Maceió. De acordo com os advogados de defesa, eles solicitaram a revogação da prisão, porém o pedido foi rejeitado pelo juiz responsável.
A defesa também argumentou que, por razões relacionadas à formação acadêmica do acusado e ao seu direito à saúde, deveria ser concedida uma custódia em uma ala separada. O juiz, entretanto, afirmou que, neste momento, manter Joba detido é uma medida essencial. Na noite de segunda-feira, o suspeito, que tinha um mandado de prisão em aberto, se apresentou espontaneamente na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio e não forneceu qualquer versão acerca do crime. Imagens de câmeras de segurança mostram que, após a confirmação da morte da vítima, o investigado deixou sua residência com um notebook que foi deixado na casa de um amigo. Ele também passou pela casa de sua mãe antes de seguir de carro até Recife, em Pernambuco, de onde embarcou para São Paulo. Após alguns dias, retornou a Alagoas e se entregou às autoridades.
Durante uma coletiva de imprensa, a delegada Taciana Ribeiro, líder da DHPP, declarou que o assassinato foi motivado por motivos pessoais, descartando a hipótese de latrocínio. Segundo a investigação, o crime foi motivado por ciúmes, decorrentes do fim de um relacionamento, além de uma possível reconciliação entre a vítima e sua ex-companheira.
“A investigação é detalhada, mas, até o momento, acreditamos que o caso está esclarecido. Ainda há algumas diligências pendentes, como análises técnicas e entrevistas finais”, explicou a delegada. Atualmente, duas pessoas estão detidas, enquanto outros três suspeitos perderam a vida em confrontos com a polícia durante operações relacionadas ao caso.
A Polícia Civil deixou claro que as investigações continuam ativas até o encerramento oficial do inquérito.