30/01/2026 20:08:14

Atualidade
27/01/2026 07:00:00

Jovem de 25 anos restitui R$ 200 mil recebidos por engano e é premiado com R$ 1 mil por sua integridade

Transferência incorreta relacionada à compra de gado levou banco a suspender a conta por quatro dias

Jovem de 25 anos restitui R$ 200 mil recebidos por engano e é premiado com R$ 1 mil por sua integridade

Leandro Pinheiro Silva, um estudante de 25 anos, devolveu uma soma de R$ 200 mil após recebê-la por engano há cerca de quatro anos em uma conta bancária que permanecia inativa. Como reconhecimento por sua honestidade, recebeu uma recompensa de R$ 1 mil. O episódio aconteceu na manhã de sexta-feira (16), e a restituição foi efetuada na terça-feira (20).

Após realizar a transferência, o responsável pelo envio entrou em contato desesperado, solicitando o retorno do valor. Ele explicou que, ao adquirir uma carreta de gado, acidentalmente inseriu o número errado do destinatário. A quantia, que era destinada a um produtor rural, acabou na conta de Leandro.

Natural de Santa Inês, no Maranhão, o jovem atualmente mora em Goiânia, onde cursa técnica de enfermagem. Ele só descobriu o erro ao receber um e-mail do banco e inicialmente pensou tratar-se de uma mensagem promocional.

O equívoco ocorreu devido à semelhança entre os códigos de área. Apesar de residir em Goiás, o número de telefone de Leandro possui o DDD 65, de Mato Grosso. O empreendedor digitou esse código ao invés do DDD 66, também de Mato Grosso.

Devido ao valor elevado, a conta de Leandro foi bloqueada automaticamente pelo banco. Para solucionar o problema, o estudante teve que abrir um chamado e solicitar a contestação do Pix, esclarecendo que a transferência foi um engano.

Após análise, a instituição financeira autorizou a devolução do montante quatro dias depois. É importante destacar que a conta bloqueada era a mesma onde Leandro recebe seu seguro-desemprego.

Preocupado com possíveis implicações legais, Leandro registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, temendo ser punido pela demora na devolução. Contudo, o banco informou que não havia necessidade de registro, pois manter o dinheiro indevido não configura crime, a não ser que haja intenção maliciosa.

Após recuperar o valor, o empresário agradeceu a honestidade de Leandro e lhe concedeu uma recompensa de R$ 1 mil. O estudante comentou: “Dinheiro vem, dinheiro vai... A honestidade é o que realmente importa, não o valor financeiro.”