30/01/2026 01:59:42

Acidente
23/01/2026 01:00:00

Acidente Trágico na BR-251: Ônibus de Alagoas sofre capotamento e causa cinco mortes em Minas Gerais

Veículo de transporte clandestino, com falhas nos freios, tombou durante descida em trecho de serra; vítimas incluem bebê e moradores de Alagoas

Acidente Trágico na BR-251: Ônibus de Alagoas sofre capotamento e causa cinco mortes em Minas Gerais

Na noite de quarta-feira (21), uma tragédia ocorreu na BR-251, na região da Serra de Francisco Sá, em Minas Gerais, envolvendo um ônibus que partiu de Arapiraca, Alagoas, com destino a Itapema, Santa Catarina.

O veículo, ao percorrer uma curva em um trecho de declive, virou e saiu da pista, deixando cinco pessoas sem vida. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a hipótese mais forte aponta para uma falha no sistema de freios do ônibus, intensificada pelas condições molhadas da pista, devido à chuva leve no momento do acidente.

O ônibus trafegava na direção de Salinas para Montes Claros quando apresentou dificuldades mecânicas enquanto descia a serra. O condutor, incapaz de controlar a velocidade, perdeu a direção do veículo, que tombou às margens da estrada no km 474,8.

O transporte levava aproximadamente 49 passageiros, entre eles, moradores de cidades alagoanas como Arapiraca, Água Branca, Mata Grande, União dos Palmares e Delmiro Gouveia, além de viajantes de localidades na Bahia.

A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou que, das vítimas fatais, dois corpos foram encontrados fora do ônibus, incluindo uma menina de um ano e sete meses, identificada como Luna, e uma mulher de 19 anos, Luana, residente em Delmiro Gouveia.

Outros três corpos — de dois homens, de 25 e 43 anos, e de uma mulher — estavam presos sob o veículo, sendo retirados após o destombamento e perícia. As vítimas de Alagoas incluem um homem, uma mulher e o bebê Luna.

Cristovão, de Olho D’Água do Casado, foi identificado como o homem falecido; ele residia em Piranhas e trabalhava na administração pública local, além de possuir uma pizzaria. Além das cinco mortes, o acidente deixou nove feridos graves, com múltiplas fraturas e escoriações, que receberam atendimento do Samu e dos bombeiros e foram levados para hospitais em Francisco Sá e Montes Claros.

Outras 34 pessoas tiveram ferimentos leves ou escaparam ilesas. O resgate mobilizou equipes de Bombeiros, PRF, Samu e Polícia Civil, e a rodovia teve parte dela interditada temporariamente para os trabalhos de socorro. Relatos de sobreviventes apontam que o ônibus apresentava problemas mecânicos desde o início da viagem.

Enthony da Silva, ajudante de eletricista, afirmou que o veículo percorreu grande parte do trajeto somente com os freios dianteiros, já que os traseiros estavam inoperantes. Durante o caos, passageiros descreveram momentos de pânico.

Rafaela Ferreira dos Santos, grávida de quatro meses, viajava com seu filho de seis anos e relatou o medo: “Foi horrível demais. Eu só pensava no meu filho. Todo mundo começou a gritar quando o ônibus virou.”

Outro passageiro, Jerri Adriano, também de Alagoas, contou que percebeu a perda de controle antes do tombamento: “Foi tudo muito rápido. O ônibus virou de um lado, depois do outro, e tombou. Todo mundo gritava. Senti que nasci de novo”, relembrou. A identidade do motorista que conduzia o veículo no momento do acidente ainda não foi localizada.

As autoridades afirmaram que três motoristas se revezavam na direção, porém o condutor responsável ainda não foi encontrado no local. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revelou que o ônibus operava de forma clandestina, sem autorização para transporte interestadual de passageiros.

Além disso, o veículo e a empresa responsável estavam irregulares, tendo acumulado cerca de 30 autuações entre 2025 e 2026, incluindo 25 por evasões em postos de pesagem e cinco por irregularidades diversas, como a ausência de equipamentos obrigatórios. O ônibus também foi apreendido em outubro de 2025 devido às mesmas irregularidades.

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu um inquérito para apurar as causas do incidente, analisando as condições mecânicas do veículo e as responsabilidades da operadora e do motorista. Peritos estiveram no local, coletando evidências que deverão esclarecer os detalhes do tombamento.

Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal para análise e identificação. A tragédia gerou enorme comoção nas comunidades de Alagoas, de onde eram todas as vítimas fatais, causando forte impacto na região.