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Acidente
22/01/2026 18:00:00

Irã confirma cifra oficial de vítimas nos protestos, enquanto ONGs elevam o número de mortos

Autoridades iranianas reconhecem 3.117 mortes, mas organizações de direitos humanos estimam quase 5 mil vítimas em meio a crise social

Irã confirma cifra oficial de vítimas nos protestos, enquanto ONGs elevam o número de mortos

Na quarta-feira (21/01), o Governo do Irã divulgou seu primeiro levantamento oficial das vítimas ocasionadas pelos confrontos entre manifestantes e forças de segurança que vêm abalando o país. Segundo o Ministério do Interior e a Fundação dos Mártires e Veteranos – uma entidade estatal que oferece assistência às famílias de falecidos em guerras –, um total de 3.117 pessoas perderam a vida nos protestos iniciados em 28 de dezembro contra o regime islâmico.

Dessas vítimas, 2.427 eram civis ou integrantes das forças de segurança, detalhou a fundação, sem informar dados específicos sobre os demais falecimentos. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, mencionou separadamente que 690 mortos eram considerados ‘terroristas, insurretos ou indivíduos que atacaram instalações militares’. Enquanto isso, organizações de direitos humanos e ONGs elevam o número de vítimas fatais para aproximadamente 5 mil. A crise, que remete ao caos da Revolução Islâmica de 1979, tenta a todo custo reafirmar o controle do governo perante a mobilização popular.

A Fundação de Veteranos e Mártires reconhece que algumas mortes decorreram de ações de agentes de segurança, porém outras ocorreram por tiros de grupos organizados de ‘terroristas’ infiltrados na multidão. A República Islâmica atribui a violência nas ruas a mercenários infiltrados e apoiados por Estados Unidos e Israel. Organizações de direitos humanos, por sua vez, denunciam uma repressão desproporcional e brutal. Na manhã de quinta-feira, a Human Rights Activists News Agency, uma entidade sediada nos EUA, afirmou que o número de mortos já ultrapassava 4.902. Um oficial iraniano, sob condição de anonimato, declarou à Reuters que pelo menos 5 mil pessoas tinham falecido na semana anterior.

Outros grupos também divulgaram números superiores ao balanço oficial do governo iraniano. Na mesma quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que entrou em contato com Teerã para discutir os protestos e afirmou estar aberto ao diálogo. Antes, o republicano chegou a considerar alternativas militares contra o regime dos aiatolás.