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Saúde
22/01/2026 12:00:00

Aumento de Casos de Pedras nos Rins no Verão Pode Chegar a 30%

Altas temperaturas e hábitos alimentares incorretos elevam riscos renais durante os meses mais quentes

Aumento de Casos de Pedras nos Rins no Verão Pode Chegar a 30%

Com a chegada da estação mais quente do ano, há um crescimento expressivo na ocorrência de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins, especialmente nos serviços de emergência.

Dados do Centro de Referência em Saúde do Homem, em São Paulo, indicam que os atendimentos relacionados ao problema sobem até 30% durante o verão. Além disso, estima-se que 15% da população mundial seja afetada por esse tipo de disfunção, enquanto aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros vivem com alguma condição renal.

O aumento na incidência desse quadro se deve a fatores ambientais e comportamentais. O nefrologista Alexandre Bignelli, que lidera o Serviço de Transplantes Renais no Hospital Universitário Cajuru, explica que o calor extremo favorece a desidratação, seja por suor excessivo ou ingestão insuficiente de líquidos. Além disso, o consumo elevado de refrigerantes e bebidas açucaradas, aliado a uma dieta rica em alimentos salgados e proteicos, contribui para o agravamento do problema.

Durante os meses mais quentes, o organismo tende a concentrar a urina para equilibrar a hidratação, o que aumenta a formação de cristais de sais e, consequentemente, a formação das pedras.

Contudo, a evolução silenciosa dessas formações muitas vezes só é percebida quando elas crescem ou deslocam-se pelas vias urinárias, causando obstruções ou sintomas mais severos. A principal manifestação é a cólica renal, que provoca dores intensas na região lombar, abdômen inferior ou na área genital. Em situações graves, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica ou o uso de cateteres. Para evitar complicações, o especialista recomenda a procura imediata de um pronto-socorro ao sentir dores agudas na região.

Após o diagnóstico, o acompanhamento com um nefrologista é essencial. Grupos de risco, como pessoas com histórico familiar, obesos, diabéticos, indivíduos com níveis elevados de ácido úrico, trabalhadores expostos a ambientes quentes, praticantes de atividades ao ar livre e idosos, precisam redobrar a atenção. A prevenção é feita por meio de cuidados diários simples.

Manter uma ingestão de aproximadamente dois litros de líquidos por dia é fundamental. Além da água, o consumo de sucos ricos em citrato, como limão, melão e laranja, ajuda na proteção dos rins. Reduzir a ingestão de sal, proteínas de origem animal, chocolates, chá preto e alimentos com açúcar também contribui para diminuir as chances de formação de cálculos renais.

Essas ações são essenciais para diminuir o impacto do clima quente na saúde renal e evitar crises dolorosas ou procedimentos invasivos.