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Mundo
21/01/2026 07:00:00

Dinamarca e EUA Intensificam Preparativos Belicosos na Groenlândia em Meio a Tensões Internacionais

Líderes alertam para possíveis conflitos e discutem medidas de defesa diante de ameaças míticas e políticas

Dinamarca e EUA Intensificam Preparativos Belicosos na Groenlândia em Meio a Tensões Internacionais

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, sugeriu nesta terça-feira (20) que uma presença constante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Groenlândia poderia garantir a segurança do território, reforçando que o governo dinamarquês solicitou tal intervenção à aliança na véspera. Enquanto isso, o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, declarou a repórteres que seu país está se preparando para uma potencial invasão por parte dos Estados Unidos, com apoio de tropas da Dinamarca e outros membros da OTAN. Nielsen, que falou durante coletiva em Nuuk, afirmou que embora um conflito armado não seja considerado provável, ele não pode ser descartado. Ele foi acompanhado pelo ex-primeiro-ministro Mute B. Egede, que aconselhou a população a se preparar para qualquer eventualidade, incluindo o estoque de alimentos para cinco dias. Ambos enfatizaram que a Groenlândia faz parte da aliança militar e que uma invasão teria consequências além de suas fronteiras. Atualmente, forças de sete países permanecem no território, aumentando a tensão internacional. Essa declaração coincide com a participação da Groenlândia no Fórum Econômico de Davos, enquanto o ex-presidente Donald Trump reiterou diversas vezes seu desejo de anexar a ilha. As ameaças de Trump ganharam destaque após uma série de declarações públicas nos últimos dias. No sábado (17), Trump utilizou a rede social Truth Social para ameaçar impor tarifas sobre países europeus que se opusessem à anexação, afirmando que seus planos para tomar a ilha “não têm mais volta”. Ele anunciou que, a partir de 1º de fevereiro, tarifas de 10% sobre as exportações desses países entrariam em vigor, podendo subir para 25% até 1º de junho, caso as negociações não avancem. Países como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia estão diretamente afetados. Trump também criticou a Noruega, enviando uma carta ao primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, na qual afirmou que, por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz por suas ações contra guerras, pode deixar de priorizar a paz em suas decisões futuras. Além disso, o ex-presidente voltou a pressionar a Dinamarca, acusando o país de não conter a influência russa na Groenlândia e alegando que era o momento de resolver essa questão, reforçando sua postura de intervenção. A postura agressiva de Trump inclui a divulgação de imagens criadas por inteligência artificial, que representam a Groenlândia como um território dominado pelos EUA, com mapas ampliados incluindo Canadá e Venezuela, publicados na plataforma Truth Social. Entre as imagens, uma mostra Trump posando ao lado do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio na paisagem ártica com a bandeira americana e uma placa fictícia que anuncia: “Greenland — US Territory Est. 2026”. Outra ilustra Trump em uma reunião no Salão Oval com líderes europeus, com mapas fictícios destacando Groenlândia, Canadá e Venezuela no padrão das cores americanas. Essas ações refletem uma crescente pressão dos EUA por maior controle estratégico sobre a Groenlândia, uma vasta região ártica atualmente sob jurisdição dinamarquesa. A iniciativa tem provocado tensões diplomáticas sem precedentes, com a União Europeia e a Dinamarca rejeitando veementemente qualquer transferência de soberania, enquanto os líderes groenlandeses afirmam categoricamente que não aceitarão essa anexação sob qualquer circunstância. Por sua vez, a primeira-ministra Frederiksen afirmou que uma solução para garantir a segurança da Groenlândia poderia ser a instalação de uma presença permanente da OTAN na região, semelhante à existente nos países bálticos. Ela revelou que o seu governo solicitou formalmente essa medida à aliança na véspera, durante uma sessão parlamentar em Copenhague, reforçando a preocupação com o aumento da instabilidade na área.